O governo francês iniciou, recentemente, um processo para suspender as operações da Shein no país. A medida foi tomada após a descoberta da venda de itens proibidos por vendedores terceirizados no marketplace chinês, como bonecas sexuais com aparência infantil e armas. Esta não é a primeira vez que a varejista chinesa enfrenta questões na Europa ou na própria França.
A investigação está sob a responsabilidade da autoridade de defesa do consumidor da França e ocorre poucos dias antes da planejada inauguração da primeira loja física da marca em Paris, em parceria com a Société des Grands Magasins (SGM) para pontos físicos na rede de lojas BHV e outras cinco cidades francesas.
Determinação do Governo Francês e Possível Banimento Total
Segundo o Ministério das Finanças, a decisão de suspender as operações do marketplace segue a orientação do primeiro-ministro. A suspensão vigorará “pelo tempo necessário para que a plataforma comprove conformidade com as leis e regulamentos franceses”.
A denúncia inicial apontou a presença de artigos proibidos no site, incluindo socos-ingleses e machados. O Ministério das Finanças fez um alerta: se os itens ilegais continuarem disponíveis, a França poderá determinar a suspensão completa do site da Shein no país, não se limitando apenas ao seu marketplace.
A ministra da Economia Digital, Anne Le Henanff, também solicitou que a Comissão Europeia investigue as práticas da empresa. O órgão confirmou ter contatado a Shein, embora ainda não tenha havido a abertura formal de um processo.
O governo francês deve apresentar uma análise preliminar das apurações em até 48 horas. A Shein também foi convocada para prestar esclarecimentos ao parlamento em 18 de novembro.
Resposta da Shein e Precedente Francês
Em resposta às acusações, a Shein declarou ter removido os produtos, sancionado os vendedores e implementado uma proibição global para a venda de bonecas sexuais. Além disso, a empresa anunciou a suspensão temporária de seu marketplace na França com o objetivo de “revisar e fortalecer” as regras aplicadas aos vendedores terceirizados.
Esta situação se desenrola em um contexto que lembra uma ação adotada pela França em 2021, quando suspendeu o marketplace da americana Wish. As operações da Wish foram retomadas apenas um ano e meio depois, após a empresa realizar os ajustes de conformidade exigidos.
